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Semana passada, jantando na tradicional Famiglia Mancini, no centro de São Paulo, me deparei com uma sacada muito bacana da casa: cartões postais da cantina sobre as mesas. Os clientes podem preencher os cartões e depositá-los numa urna. Eles se encarregam de selar e enviar.
O genial é que, de outra forma, acho que eu jamais enviaria um postal a alguém. A solução é barata, simples e efetiva pacas para promover a casa. É o “Envie pra um amigo” no mundo real.
Mandei um desses pro meu irmão e ele me agradeceu, pelo messenger, dois dias depois. Disse que é uma pena o cartão não ir acompanhado de uma lasanha. Aposto que, na próxima vez em que ele estiver cá por estas paragens, vai querer ir comer lá. E eu vou junto.
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Usabilidade, páginas leves, direção de arte, arquitetura de informação… tudo isso é importante, claro, mas nada se comprara à relevância de um site ou serviço web.
Estão aí os net-banks que não me deixam mentir. São feios, pesados, confusos…e todo mundo acessa. Quer outro exemplo? Orkut. Feio, lento, dá pau direto e tá todo mundo lá. Relevância é a chave da questão e isso me parece mais do que óbvio há alguns bons anos. Quebre a cabeça até encontrar algo relevante. Depois, tente deixar a coisa o mais “usável” e bonita que puder. O caminho inverso costuma ser desastroso.
Abri meu e-mail hoje e encontrei uma mensagem recomendando o populy.com. Trata-se de mais um site buscando espaço junto a redes sociais. O problema é esse. O populy.com é… mais um.
A seguir, os “diferenciais” (usei o próprio texto disponível no site) comentados:
* Envie seus vídeos preferidos
No populy é possível enviar vídeos, disponibilizar eles para seus amigos e ainda criar uma seleção dos melhores vídeos postados.
[comentário] Acho que vai ser difícil competir com o YouTube.
* Mais 100 de fotos no perfil
Esqueça as famosas montagens de fotos por falta de espaço, aqui há espaço de sobra para postar fotos em alta resolução e no tamanho que desejar.
[comentário] Alguém vai abandonar o Flickr/Fotolog e migrar pra lá?
* Perfil com cores personalizadas
Aqui o usuário escolhe a cor que deseja para seu perfil.
[comentário] Cores personalizadas? Ah, tá…
* Privacidade total no perfil
Só o populy tem um exclusivo filtro anti-curiosos onde os dados confidenciais são guardados a sete chaves com permissões definidas pelo dono do perfil.
[comentário] Essa é a melhor! Privacidade (relativa, ok) há em qualquer lugar…. Basta não colocar o que você não quer que os outros saibam, oras! =D
* Bate papo
Converse e conheça novas pessoas, ou reúna os amigos que estão online em salas temáticas, usando a foto do perfil.
[comentário] Quem gosta de chat vai no UOL, oras! E, além disso, tem os MSNs, Gtalks e Skypes da vida.
* Crie seu blog
Exponha suas idéias para o mundo inteiro! Aqui no populy é possível criar um blog escolhendo os templates, posts e tudo mais.
[comentário] Blogger, WordPress, Uol Blog… isso tá me cansando já.
* Busca inteligente por dados
Encontre quem quiser onde quiser! Com a busca do Populy, você pode encontrar pessoas por qualquer informação da escola que estudo ao time do coração.
[comentário] Não. Você encontra só quem estiver lá dentro. O que determina o sucesso de qualquer rede social não são as features. É quem está lá.
* Sem propaganda
Navegue tranquilo sem propagandas indesejadas.
[comentário] Propaganda é sempre chata, mas não chega a incomodar tanto se o conteúdo for relevante. Não parece ser o caso aqui.
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Colocamos no ar (em versão beta) o DicaSP. Trata-se de um serviço desenvolvido pela iDeal junto com a revista Veja SP e que possibilita, usando o BD da revista, a criação de listas de lugares na cidade de São Paulo.
Essas listas ficam públicas para consulta e é possível colecionar listas de outras pessoas numa espécie de “favoritos”. O projeto parte do princípio de que, se você e outra pessoa freqüentam o mesmo lugar, você possivelmente encontrará outros lugares de que goste na lista dessa pessoa.
A inspiração foi o Del.icio.us, mas acho que tá ficando bem interessante e, à medida em que as participações aumentarem ;-D, creio que a ferramenta se tornará bem relevante pra quem mora em sampa e gosta de sair de casa.
É bom esclarecer que antes mesmo dessa primeira versão ir ao ar, já tínhamos (temos) uma lista grande de alterações em desenvolvimento. Entretanto, acreditamos (e nisso agradecemos muito ao cliente, pela coragem e senso prático) que é melhor colocar logo no ar pra sentir a reação das pessoas do que passar meses desenvolvendo a “versão final”
do projeto.
Bem, o convite tá feito: http://www.dicasp.com.br.
dicasp, ideal, veja web2.0O Poupa Tempo (não me refiro ao site e sim ao mundo real) é um um case de de Web 2.0! Tô falando sério. Olha só:
Recentemente precisei do recibo do IPVA 2006 e descobri que não tinha o documento. Um amigo, sabendo que eu tinha uma reunião em Santo Amaro, me recomendou o Poupa Tempo de lá. Cheio de receio, resolvi encarar a parada e tive uma experiência fantástica. O negócio funciona bem pacas. Tudo rápido, fácil… perfeito. Enquanto estava lá, me vieram à mente essas infindáveis discussões sobre nossa amiga Web 2.0 e comecei a traçar alguns paralelos. A seguir, minhas divagações:
Ponto 1: Relevância. Aplicações e serviços com foco no usuário
Você foi assaltado, roubado, ou, como eu, é um desastre ao administrar sua vida pessoal e perdeu o recibo do IPVA 2006? Não importa. O Poupa Tempo está lá pra permitir que você se torne novamente um cidadão sem ter de passar pela burocracia infernal d´outros tempos. Tudo lá é prático, funciona mesmo.
Ponto 2: Usabilidade
Ao chegar à porta do Poupa Tempo, uma moça simpática me abordou:
- Boa tarde, o que o sr. procura?
- Preciso do recibo do meu IPVA 2006.
- Pois não. Basta seguir a faixa verde.
Olhei pro chão e vi várias faixas de cores diferentes que seguiam pelo chão do enorme galpão. Fui andando, sempre seguindo a faixa verde. Uma curva, duas, três, levantei os olhos do chão e havia uma mesa com um senhor bonachão sentado nela.
- Preciso do recibo do IPVA 2006.
- Pois não, senhor, é aqui mesmo.
Não me contive. Bati palmas, juro. Sensacional.
Ponto 3: Arquitetura de informação
São inúmeros serviços sendo prestados num mesmo local. Humanamente impossível alguém ser capaz de informar aos outros sobre tudo. O que eles fizeram? Dividiram em setores. Por exemplo, qualquer coisa relacionada a carros, fica num setor fisicamente separado. Há ali, pessoas que ajudam esclarecendo dúvidas sobre esse assunto específico. Se você quiser um CPF novo, é encaminhado a outro setor.
Ponto 4: Colaboração
Algo curioso acontece quando ajudamos outras pessoas. De alguma forma, nos sentimos bem e essa alegria é facilmente percebida por quem está ao redor.
As pessoas que vão ao Poupa Tempo o fazem por causa de algo que não foi agradável (roubo, assalto, perda…). Entretanto, os funcionários que lá trabalham, sentem-se bem em ajudar e, por isso, há um clima de boa vontade, de felicidade, que toma conta do ambiente. É contagiante a gentileza de todos ali.
Ponto 5: Agilidade
Em 15 minutos, entrei, pedi, paguei, peguei e saí. Precisei apenas do documento do carro. Não preenchi nenhum formulário. Não fui maltratado. Não fiquei em filas inúteis. Perfeito.
Semana que vem, tô pensando em perder meu RG.
ai, poupa tempo, usabilidade web2.0Tags: ai, poupa tempo, usabilidade, web2.0
Muito bacana o artigo escrito pelo Ben Henick para o A List Apart e traduzido pelo Luciano Rodrigues para o A List Apart Brasil.
12 Lições para aqueles com medo do CSS e dos padrões
a list apart, css webstandardsTags: a list apart, css, webstandards
Por trás de aplicações aparentemente simples, muitas vezes há um número interminável de processos acontecendo.
Coisas que parecem elementares para o usuário, deixam engenheiros, programadores, designers e gerentes de projeto (uh!) de cabelos em pé.
Mas não vou me embrenhar nesse assunto agora. Falei sobre isso porque o YouTube está em manutenção e os caras colocaram no ar um desenho do processo de funcionamento do site (simplificadíssimo, claro) que achei bem divertido. Abraço!
Tags: cool, desenvolvimento, fluxograma, gráfico, processos, servidor, web 2.0, youtube
Dentre os websites que você usa diariamente e adora, tem algum que seja lindo?
Provavelmente não.
Isso te incomoda?
Provavelmente não.
Quantas vezes você voltou a um website simplesmente porque ele era bonito?
Eu arrisco: a menos que você seja um profissional da área, aposto que nunca.
Sabe por quê? Simplesmente porque, na real, usuário nenhum se importa com isso. Experimente fazer uma lista dos sites que você efetivamente usa e lhe são muito úteis. Me diga quantos deles são bonitos. Provavelmente nenhum.
Eis a minha lista (sem pensar muito): Google, Gmail, Del.icio.us, Flickr, Writely, No mínimo, Uol, YouTube, Orkut, Wasabi, Use it, Blue Bus, blogs diversos…
Nenhum deles pode ser considerado uma obra de arte, mas todos são bem relevantes pro que se propõe.
É isso. Relevância é a palavra. Na ordem de prioridades que definem o sucesso de um projeto online, arrisco um ranking:
- Relevância e qualidade do conteúdo;
- Usabilidade;
- SEO (otimização pra sistemas de busca);
- Agilidade de navegação (páginas leves, pelamordedeus);
- Estética.
O fato da estética estar em quinto lugar não significa que ela não seja importante ou que deva ser deixada de lado. Apenas não me agrada que ela prejudique os outros quesitos.
Que fique claro: Isto não é um manifesto em favor das interfaces feias. É apenas um alerta a respeito da obsessão que algumas pessoas têm pela beleza de uma aplicação em detrimento de sua funcionalidade e relevância.
Resumindo: design e conteúdo precisam jogar no mesmo time!
Tags: Sem tags desta vez
Pouca gente é mais fã do que eu dos aplicativos da chamada web 2.0. Acho-os absolutamente fascinantes. Ponto.
Agora os fatos: meu Vírtua deu pau ontem à noite. Justamente quando eu mais precisava dele. Aquele monte de coisas pra fazer e eu me sentindo absolutamente impotente, nu. E me doeu lembrar de todos aqueles arquivos salvos no Writely. Droga!
Por outro lado, imagine que meus arquivos poderiam estar salvos na máquina… e meu HD poderia ter queimado sem nenhum aviso. E eu pensaria que deveria ter deixado tudo no Writely (ou noutro editor online qualquer).
Qual a solução? Ficar neurótico fazendo back-ups e salvando cópias locais e online? Talvez… mas seria bem chato, não? Há como simplificar isso?
Enfim, esse post é apenas uma reflexão barata sobre nossa dependência cada vez maior de algo que está absolutamente fora de nosso controle.
Discorda? Que você faria com seus 436 DVDs de back-up se faltasse luz por, digamos, dois dias?
Tags: Sem tags desta vez
Você sabe o que é taxonomia? Trata-se de dividir um assunto em categorias para facilitar sua compreensão. Um exemplo simples é dividir um site em itens que ficam disponíveis em um menu.
Digamos, por exemplo, que criemos um website para uma lanchonete imaginária. Nossa taxonomia poderia ficar da seguinte forma:

Esse sistema funciona quando é bem pensado e aplicado em sites pequenos voltados para a comunicação unilateral. Em outras palavras, um site de lanchonete falando com seu público.
Uma vez que tenhamos uma comunicação multilateral, a coisa pode complicar muito, pois há muitas pessoas no mesmo ambiente produzindo conteúdo que pode ser classificado de diversas formas.
Entra em campo a folksonomia (não adianta procurar no Aurélio). A palavra vem de folksonomy, corruptela de taxonomy acrescida do prefixo folks - gente em inglês. A idéia é que cada usuário, ao produzir seu conteúdo, atribua a ele categorias que o classifiquem. No jargão da web 2.0, essas categorias são chamadas de tags.
Uma das principais vantagens da Folksonomia é que pode-se atribuir várias tags a um mesmo conteúdo, aumentando as chances de que outro usuário encontre o que procura.
Pense num artigo sobre sanduíches. Usando a taxonomia, poderíamos incluir esse conteúdo na seção ARTIGOS > SANDUÍCHES. Usando a folksonomia, poderíamos atribuir ao mesmo artigo tags como:
sanduíche, hamburger, cheeseburger, x-burguer, “cheese tudo”, x-tudo, pão, ketchup, mostarda, maionese, gergelim, alface, fome, lanche, almoço, carne, queijo, beirute, rosbife, ovo, “pão com ovo”, hotdog, “cachorro quente”, happy-hour, madrugada
Como você pode perceber, incluí variações dos mesmos termos ( cheese burguer / x-burguer ) e tags relacionadas a palavras que estão no suposto artigo. Dessa forma, num painel de tags (há um na coluna da direita deste blog), usuários que clicarem em “pão com ovo” serão remetidos a todos os conteúdos que foram classificados com essa tag.
As vantagens desse sistema num ambiente colaborativo vão da abrangência de termos à facilidade de busca do conteúdo alheio. Outro benefício é que no meu artigo sobre sanduíches, posso ter usado um ou dois parágrafos para dar dicas para quem gosta de sanduíches mas se preocupa com a balança. Nesse caso, eu poderia também incluir tags como:
light, diet, dieta, regime, “sanduíche vegetariano”, “baixas calorias”
Dessa forma, estaríamos facilitando o acesso de pessoas que provavelmente não clicariam no item SANDUÍCHES do menu.
A folksomia não representa o fim da taxonomia. Mas seu caráter democrático e abrangente tem tudo a ver com uma nova forma de pensar a web de forma mais humana, útil, relevante e divertida. Bem-vindo à web 2.0.
Tags: Sem tags desta vez
… O Flickr agora é Gamma.
Tags: Sem tags desta vez
É incrível a quantidade de novas aplicações 2.0 que pipocam diariamente. Depois dos editores de texto, das planilhas e apresentações, agora é a vez dos editores de imagem.
O Pixoh (http://pixoh.com) é sensacional por um motivo: simplicidade.
Nada de filtros incríveis ou efeitos fantásticos. Quem está procurando isso já usa o Photoshop. O Pixoh faz o básico de forma direta e fácil. Você pode cortar a imagem, mudar o tamanho e fazer pequenos ajustes de brilho, contraste e nitidez. Depois, pode salvar nos formatos mais comuns ou exportar direto pro Flickr.
Tags: Sem tags desta vez
Na maioria das vezes em que vejo as pessoas falando de web 2.0 a ênfase é na parte técnica/tecnológica. É AJAX pra cá, webstandards pra lá, semântica pra não sei onde e CSS pra todo lado. É claro que isso tudo é importante pacas, não dá pra negar, mas tá longe de ser o principal.
Meu pai não sabe e nem quer saber se o site tem tabelas ou não. Pra minha mãe, AJAX não passa de um desinfetante. Mas sabe de uma coisa? Ambos acessam aplicativos 2.0. Esse é o ponto.
A principal revolução disso tudo é a interação do ser humano com o meio. Em outras palavras, a web 2.0 é nada além de internet pensada como o que realmente é: uma mídia com características próprias. Já estava na hora de parar de achar que web é uma adaptação da mídia impressa. Ufa!
Relevância e interatividade real
Lembra da internet em 96, 97? A gente clicava, via algo acontecer e chamava aquilo de interatividade. Na verdade, éramos meros espectadores de um show que estava só começando. Os sites eram folders digitais, cheios de informações corporativas que não interessavam a ninguém.
Mas a ficha caiu (ou está caindo…). A web 2.0 é a voz do internauta. Sou eu, você, sua prima, seu vizinho… todos produzindo algum tipo de conteúdo, dando opiniões, interagindo, encontrando pessoas que têm os mesmos interesses que nós.
Você, por exemplo, que veio parar neste blog e leu este texto até aqui, provavelmente sabe que AJAX não é só um desinfetante, certo? Ou será que é você, mãe… mãe?
Tags: Sem tags desta vez