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Usabilidade, páginas leves, direção de arte, arquitetura de informação… tudo isso é importante, claro, mas nada se comprara à relevância de um site ou serviço web.
Estão aí os net-banks que não me deixam mentir. São feios, pesados, confusos…e todo mundo acessa. Quer outro exemplo? Orkut. Feio, lento, dá pau direto e tá todo mundo lá. Relevância é a chave da questão e isso me parece mais do que óbvio há alguns bons anos. Quebre a cabeça até encontrar algo relevante. Depois, tente deixar a coisa o mais “usável” e bonita que puder. O caminho inverso costuma ser desastroso.
Abri meu e-mail hoje e encontrei uma mensagem recomendando o populy.com. Trata-se de mais um site buscando espaço junto a redes sociais. O problema é esse. O populy.com é… mais um.
A seguir, os “diferenciais” (usei o próprio texto disponível no site) comentados:
* Envie seus vídeos preferidos
No populy é possível enviar vídeos, disponibilizar eles para seus amigos e ainda criar uma seleção dos melhores vídeos postados.
[comentário] Acho que vai ser difícil competir com o YouTube.
* Mais 100 de fotos no perfil
Esqueça as famosas montagens de fotos por falta de espaço, aqui há espaço de sobra para postar fotos em alta resolução e no tamanho que desejar.
[comentário] Alguém vai abandonar o Flickr/Fotolog e migrar pra lá?
* Perfil com cores personalizadas
Aqui o usuário escolhe a cor que deseja para seu perfil.
[comentário] Cores personalizadas? Ah, tá…
* Privacidade total no perfil
Só o populy tem um exclusivo filtro anti-curiosos onde os dados confidenciais são guardados a sete chaves com permissões definidas pelo dono do perfil.
[comentário] Essa é a melhor! Privacidade (relativa, ok) há em qualquer lugar…. Basta não colocar o que você não quer que os outros saibam, oras! =D
* Bate papo
Converse e conheça novas pessoas, ou reúna os amigos que estão online em salas temáticas, usando a foto do perfil.
[comentário] Quem gosta de chat vai no UOL, oras! E, além disso, tem os MSNs, Gtalks e Skypes da vida.
* Crie seu blog
Exponha suas idéias para o mundo inteiro! Aqui no populy é possível criar um blog escolhendo os templates, posts e tudo mais.
[comentário] Blogger, WordPress, Uol Blog… isso tá me cansando já.
* Busca inteligente por dados
Encontre quem quiser onde quiser! Com a busca do Populy, você pode encontrar pessoas por qualquer informação da escola que estudo ao time do coração.
[comentário] Não. Você encontra só quem estiver lá dentro. O que determina o sucesso de qualquer rede social não são as features. É quem está lá.
* Sem propaganda
Navegue tranquilo sem propagandas indesejadas.
[comentário] Propaganda é sempre chata, mas não chega a incomodar tanto se o conteúdo for relevante. Não parece ser o caso aqui.
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Sensacional: minha faxineira me adicionou no messenger.
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Há quinze anos, a ação do PCC que parou São Paulo ontem não teria 30% do efeito. Com acesso à web e munida de celulares, a população se encarregou de potencializar a coisa ao propagar o terror numa rapidez assustadora.
Meu messenger não parou desde cedo. Parentes, amigos e conhecidos reportando a carnificina. Ouvi várias histórias sobre granadas, metralhadoras, chacinas e ameaças terroristas da pior espécie (e confesso, envergonhado, que também passei adiante algumas das informações que recebi e que, agora, vejo que eram falsas). Aliás, 90% das ações criminosas propagadas não passavam de boatos.
O pânico se espalhou de maneira tão histérica e veloz que o expediente em toda a cidade acabou logo depois do almoço, causando um congestionamento gigantesco e perigoso (já imaginou um ataque real no meio de um trânsito desses?).
Mas será que havia como evitar tamanho estrago? Talvez não, mas acho que dava pra minimizar o problema. A cobertura feita pelos principais veículos de comunicação com cobertura em tempo real (basicamente, rádio, tv e web) foi pífia. Em lugar de um esforço para desmentir boatos descabidos, o Uol e o Terra (e não só eles) repetiam as fofocas e divulgavam a escalação da seleção brasileira (!).
As poucas exceções, como a Folha Online (e nem sou fã deles), infelizmente não tinham abrangência para causar algum efeito.
De Pam Anderson e Paris Hilton ao terror do PCC, passando por Katilce, o que fica disso é o potencial de propagação em progressão geométrica de qualquer fato, verdadeiro ou não. Sinal dos tempos.
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