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- Alô

- Alô, vocês fazem sites?

- Sim senhor.

- E quanto custa pra fazer um site?

- Bem… depende.

- E posso saber do quê?

- Claro. Depende do tamanho do site, da complexidade, das funcionalidades…

- Mas dá um chute aí.

- Não tem chute, senhor. Podemos marcar uma reunião pro senhor me explicar o projeto e…

- Tudo enrolação! Quero uma resposta simples! Quanto custa pra fazer um site?

- Duzentos mil reais, senhor.

- O quê? Como assim duzentos mil? Tá louco? Vocês são muito careiros. Eu, hein…

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Talvez você conheça a piada, talvez não. Mas é provável que já tenha vivido o problema.

Imagine o seguinte:

Você se empenha ao máximo num projeto, pensa em tudo, queima seus preciosos neurônios em algo que realmente acredita… e, de repente, uma “força superior” (geralmente seu chefe ou seu cliente) vão lá e mudam tudo. Transformam sua obra-prima num Frankenstein.

E agora? Vais fazer o quê? Deixar isso acontecer? Pior é que vai. Vai, sim. Sorry, but ces’t la vie, my friend.

Acontece que, apesar de nos acharmos “donos” do projeto, ele, definitivamente (desculpe estragar seus sonhos, mas Papai-Noel não existe mesmo), não nos pertence. Nesses poucos, pero bons, anos aprendi a ter um certo desapego em relação às coisas que crio, executo, escrevo…

Não estou dizendo que devemos abrir mão de nossas opiniões, principalmente quando achamos que elas são relevantes e podem fazer a diferença. Isso nunca. Mas é importante saber ouvir os pontos do outro, considerar bem as opiniões de quem discorda e, mesmo estando contrariado, ter uma certa frieza pra avaliar quando vale a pena brigar e quando é sensato ceder e deixar estar.

- Um camelo é um cavalo que foi modificado pelo cliente.

- Hahahaha…

O problema é que, mesmo sendo feioso, tosco e desajeitado, dependendo da ocasião, o bicho de corcovas vale mais que o seu lindo puro-sangue.

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Sempre que descubro algum novo serviço na web vou lá fuçar, me cadastro, uso um pouco, às vezes com interesse real, outras por motivos profissionais… só pra ficar conhecendo mesmo, saber o que está acontecendo por aí.

Quando houve o bum do Orkut e começaram a surgir seus clones, me cadastrei em vários deles. Usei durante alguns dias e deixei de lado (com exceção do Orkut). Acontece que, de umas semanas pra cá tenho recebido vários e-mails do Multiply (um saco por sinal essa saraivada de e-mails, ainda que num dia longínquo tenha rolado um opt-in qualquer) convidando-me para voltar às atividades por lá.

Hoje estava à toa e cedi. Cedi e fiquei impressionado com a qualidade do site. O Multiply, tecnicamente falando, é muito superior ao Orkut. Muito mais serviços, interface melhor, mas bonita, ótima usabilidade, rápido… Adorei.

Único problema do Multiply: Ninguém está lá. Estão todos no Orkut. E, como você deve saber, o que faz uma comunidade são as pessoas. O que nos leva à pergunta:

Mas… Por que todos estão no Orkut?

O Orkut veio antes, ok, mas isso, por si, só não justifica o sucesso. Até porque nos EUA, o MySpace veio depois e alcançou um sucesso infinitamente maior que o “pioneiro”.

Num projeto como esse (Orkut) há algo de imprevisível. Um fator imponderável que vai além de qualquer explicação que se possa tentar encontrar. É como se o universo conspirasse para o sucesso estrondoso daquilo e ponto. Foi assim com os Beatles, com o Windows, com o Orkut. O momento certo. Engraçado isso.

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Do Blue Bus

14,1 milhões de brasileiros usaram a web em março

Cerca de 14,1 milhões de brasileiros usaram a internet em casa em março, segundo dados do relatório que o Ibope NetRatings divulgou agora há pouco. É a 1a vez que o número ultrapassa a marca de 14 milhões desde que o instituto iniciou a medição de audiência da internet, em setembro de 2000. O tempo online também foi recorde - chegou a 19 horas e 24 minutos.

O tempo em sites de comunidade dobrou

74% dos usuários domiciliares no Brasil visitaram em março sites da categoria ‘Comunidades’, que engloba sites de relacionamento, blogs, fotoblogs e videoblogs. Segundo dados do relatório distribuido ainda há pouco pelo Ibope NetRatings, foram 3 horas e 46 minutos de uso individual no mês passado nesta categoria - contra 1 hora e 47 minutos apurados em março de 2005, mais de 100% de crescimento.

Cada vez mais aparelhos móveis

O uso de aparelhos móveis para ler e enviar email ou navegar na web está crescendo e em alguns países ultrapassa o uso de laptops. É o que indica uma pesquisa da Ipsos Insight em 12 países. O maior crescimento no uso de aparelhos móveis foi registrado na França, Inglaterra e Japão. Usuários com mais de 35 estão liderando esse movimento. Entre as famílias pesquisadas, 52% já tinham enviado ou recebido mensagens de texto e 37% já tinham trocado email usando seus celulares ou outros aparelhos wireless.

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