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Polêmico, ousado, provocativo, insinuante, viral, vendedor, eficiente… foda!
Recebi o link de uma amiga. Depois, fuçando, encontrei os artigos do Raphael Vasconcelos e do Caio César, ambos bacanas.
O caso é que a grife francesa Shaï, criou a campanha de uma de suas coleções usando filmes de sexo explícito como “cenário” pra mostrar as roupas.
O tema da campanha é “SHAÏ - There’s no reason to be shy”, e quando digo “sexo explícito”, é explícito mesmo. Nada ali é insinuado. Está tudo lá em cores e closes pra quem quem quiser ver.
Mas o que fica disso, além da ousadia, é a execução da coisa. Pra começar, a produção/edição dos vídeos é muito bacana. Bem superior aos pornôs que se vê por aí.
Outra coisa: os vídeos são interativos. Durante a ação, as roupas são mostradas em detalhes e há links pra elas. Cem por cento o que achamos que será a TV digital num futuro (mais ou menos) próximo. Além de mostrar os filmes no site, tudo está disponível pra download, incluindo versões pra iPod, PlayStation, Mobile e o código pra qualquer um postar tudo em blogs ou sites mundo afora.
Pra completar, os caras criaram um fórum onde convivem as opiniões mais variadas sem nenhum tipo de mediação ou censura. Liberdade de expressão total.
Enfim, você pode gostar ou não, ficar chocado ou não, mas aposto que a curiosidade vai te fazer olhar o site… e é bem possível que você acabe mostrando pra mais alguém, que vai mostrar mais alguém, que vai mostr…
publicidade, sexo, shai viralTags: publicidade, sexo, shai, viral
Devido a problemas técnicos (meu computador morreu e deve reencarnar só lá pro fim da semana que vem) somados ao tempo escasso e à habitual preguiça, ando sumido dessas bandas.
Pra não deixar esse espaço abandonado, vou colocar aqui um check-list que montei devido aos vários testes de usabilidade que me têm aparecido nesses últimos tempos.
Antes de testar uma interface junto a usuários reais, é preciso fazer uma análise heurística do site para saber que pontos devem ser abordados no teste.
Fiz o check-list abaixo em 15 minutos e sem grandes pretensões estéticas, uma vez que ele será usado internamente e servirá apenas de guia.
Certamente haverá mudanças, mas acho que já dá pra começar a brincar.
Check-list para elaboração de Análise Heurística
- Qual o perfil do público-alvo (idade, classe econômica, familiaridade com computadores e internet, interesses gerais e específicos)?
- O que se pode concluir a partir da análise das métricas disponíveis (page-views, unique-visitors, caminhos feitos no site, taxas de conversão, etc)?
- Faça um benchmark e identifique os erros e os acertos da concorrência.
- Olhando a home-page consigo saber do que se trata o site?
- Quais os plug-ins necessários para a visualização do site? No caso do site ser em flash, qual a versão utilizada?
- Quais as principais tarefas a serem realizadas no site? Sua realização é fácil e intuitiva? Há muitos passos para sua realização?
- Terminologia usada obedece aos padrões normalmente empregados?
- Terminologia é adequada ao público-alvo?
- Navegação (menus, sub-menus – vertical, horizontal) é intuitiva?
- A arquitetura de informação faz sentido? Deve ser horizontal ou vertical?
- Usuário consegue se localizar facilmente a partir de qualquer ponto do site?
- Os títulos das páginas estão alinhados com os títulos dos links e menus?
- Os títulos da janela estão escritos corretamente?
- O peso das páginas condiz com a finalidade do site/público-alvo?
- O código está bem escrito? (tableless, semântico, organizado…)
- Todos os links e botões parecem clicáveis?
- Há link para a home nas páginas internas? Além do link, logomarca nas páginas internas deve levar à home.
- O site é de fácil leitura? (tamanho das fontes, contrastes, blocos de texto, adequação do texto, extensão das linhas de texto – máx. 70 caracteres)
- Texto dos links é relevante? (evitar “veja mais”, “clique aqui”, etc)
- Todas as seções são relevantes para o público-alvo?
- Imagens possuem ALT TEXT?
- Checar codificação das páginas e meta tags.
- URL, nomes de diretórios e de arquivos são intuitivos?
- Oportunidades de crossed-links são bem aproveitadas?
- Etapas de processos (cadastros, compras…) são bem sinalizadas?
- No caso de sites em ASP/PHP/JSP, há muitos reloads? Dá pra usar AJAX?
- Há um mapa completo do site? Sempre que possível, incluir uma mapa (ainda que simplificado) em html no rodapé da home.
- A busca do site funciona bem? Está bem localizada? É fácil de usar?
- Todos os campos dos formulários são necessários? É possível reduzi-los?
- Em todas as páginas há uma forma de entrar em contato com empresa?
- Testar pelo menos em 3 browsers: IE, Firefox e Safari (Já que testou nos 3, testa no Opera também, vai…).
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Você sabe o que é taxonomia? Trata-se de dividir um assunto em categorias para facilitar sua compreensão. Um exemplo simples é dividir um site em itens que ficam disponíveis em um menu.
Digamos, por exemplo, que criemos um website para uma lanchonete imaginária. Nossa taxonomia poderia ficar da seguinte forma:

Esse sistema funciona quando é bem pensado e aplicado em sites pequenos voltados para a comunicação unilateral. Em outras palavras, um site de lanchonete falando com seu público.
Uma vez que tenhamos uma comunicação multilateral, a coisa pode complicar muito, pois há muitas pessoas no mesmo ambiente produzindo conteúdo que pode ser classificado de diversas formas.
Entra em campo a folksonomia (não adianta procurar no Aurélio). A palavra vem de folksonomy, corruptela de taxonomy acrescida do prefixo folks - gente em inglês. A idéia é que cada usuário, ao produzir seu conteúdo, atribua a ele categorias que o classifiquem. No jargão da web 2.0, essas categorias são chamadas de tags.
Uma das principais vantagens da Folksonomia é que pode-se atribuir várias tags a um mesmo conteúdo, aumentando as chances de que outro usuário encontre o que procura.
Pense num artigo sobre sanduíches. Usando a taxonomia, poderíamos incluir esse conteúdo na seção ARTIGOS > SANDUÍCHES. Usando a folksonomia, poderíamos atribuir ao mesmo artigo tags como:
sanduíche, hamburger, cheeseburger, x-burguer, “cheese tudo”, x-tudo, pão, ketchup, mostarda, maionese, gergelim, alface, fome, lanche, almoço, carne, queijo, beirute, rosbife, ovo, “pão com ovo”, hotdog, “cachorro quente”, happy-hour, madrugada
Como você pode perceber, incluí variações dos mesmos termos ( cheese burguer / x-burguer ) e tags relacionadas a palavras que estão no suposto artigo. Dessa forma, num painel de tags (há um na coluna da direita deste blog), usuários que clicarem em “pão com ovo” serão remetidos a todos os conteúdos que foram classificados com essa tag.
As vantagens desse sistema num ambiente colaborativo vão da abrangência de termos à facilidade de busca do conteúdo alheio. Outro benefício é que no meu artigo sobre sanduíches, posso ter usado um ou dois parágrafos para dar dicas para quem gosta de sanduíches mas se preocupa com a balança. Nesse caso, eu poderia também incluir tags como:
light, diet, dieta, regime, “sanduíche vegetariano”, “baixas calorias”
Dessa forma, estaríamos facilitando o acesso de pessoas que provavelmente não clicariam no item SANDUÍCHES do menu.
A folksomia não representa o fim da taxonomia. Mas seu caráter democrático e abrangente tem tudo a ver com uma nova forma de pensar a web de forma mais humana, útil, relevante e divertida. Bem-vindo à web 2.0.
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Não gosto de futebol. Nunca gostei. Não torço pra time nenhum. Acho chato. Não assisto a jogos, nem da seleção brasileira em final de copa do mundo. E me irrita profundamente esse pseudo-patriotismo em torno do jogo. Essa “pátria de chuteiras”.
- Ganhamos!
- Sério? Ganhamos o quê?
- A copa!
- “Nós” ganhamos?
- Claro! Nós. O Brasil!
- Desculpe, amigo, mas eu não ganhei nada e lamento decepcioná-lo, mas você também não. E muito menos o Brasil.
- Estraga prazeres!
- Desculpe. Foi você quem começou…
Tudo isso pra falar da campanha da Nike (Joga Bonito). Ela é tão boa que quase me deu vontade de dar uma espiada num desses jogos aí da copa.
O hotsite é bem legal e além de trazer uma porrada de vídeos bacanas, dá a chance do visitante fazer parte de um vídeo bem interessante onde pessoas do mundo todo fazem malabarismos com uma bola e passam a pelota ao próximo. Nada de muita pirotecnia. Só um conceito bacana (eles exaltam o jogo e não a torcida) e uma execução pra lá de eficiente.
Eu, provavelmente, continuarei não gostando de futebol, mas, ao fugir da mesmice, a Nike acertou em cheio. Olha lá.
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Sempre que descubro algum novo serviço na web vou lá fuçar, me cadastro, uso um pouco, às vezes com interesse real, outras por motivos profissionais… só pra ficar conhecendo mesmo, saber o que está acontecendo por aí.
Quando houve o bum do Orkut e começaram a surgir seus clones, me cadastrei em vários deles. Usei durante alguns dias e deixei de lado (com exceção do Orkut). Acontece que, de umas semanas pra cá tenho recebido vários e-mails do Multiply (um saco por sinal essa saraivada de e-mails, ainda que num dia longínquo tenha rolado um opt-in qualquer) convidando-me para voltar às atividades por lá.
Hoje estava à toa e cedi. Cedi e fiquei impressionado com a qualidade do site. O Multiply, tecnicamente falando, é muito superior ao Orkut. Muito mais serviços, interface melhor, mas bonita, ótima usabilidade, rápido… Adorei.
Único problema do Multiply: Ninguém está lá. Estão todos no Orkut. E, como você deve saber, o que faz uma comunidade são as pessoas. O que nos leva à pergunta:
Mas… Por que todos estão no Orkut?
O Orkut veio antes, ok, mas isso, por si, só não justifica o sucesso. Até porque nos EUA, o MySpace veio depois e alcançou um sucesso infinitamente maior que o “pioneiro”.
Num projeto como esse (Orkut) há algo de imprevisível. Um fator imponderável que vai além de qualquer explicação que se possa tentar encontrar. É como se o universo conspirasse para o sucesso estrondoso daquilo e ponto. Foi assim com os Beatles, com o Windows, com o Orkut. O momento certo. Engraçado isso.
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O site inglês do novo Honda Civic é 100% em Flash, cheio de animações, vídeos, áudio e de tudo o que, às vezes, me acusam de ser contra.
Quer saber do que mais? Usabilidade (quase) perfeita, super leve (há que se considerar o público alvo, claro, que tem uma conexão melhor que a nossa), conteúdo altamente relevante, bonito pacas, eficiente ao extremo.
Um dos melhores que vi ultimamente. Uma aula de webdesign.
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A Microsoft lançou uma atualização para o Internet Explorer que, entre outras coisas, evita que peças em flash sejam mostradas sem que o usuário clique em cima da peça para “ativá-la”.
http://support.microsoft.com/kb/912945
Trecho retirado do link acima:
“After you install this update, you cannot interact with ActiveX controls from certain Web pages until these controls are enabled. To enable an ActiveX control, manually click the control. There are also techniques that Web developers can use to update their Web pages.”
Esse é o tipo de coisa que pode causar uma revolução. Teremos um grande problema com peças e sites em flash. O CTR das campanhas, com certeza, será bastante afetado, afinal, pouquíssima gente vai clicar pra ver um banner de publicidade.
Um ponto importante é que isso não afeta o Firefox, Ópera e outros browsers.
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Na maioria das vezes em que vejo as pessoas falando de web 2.0 a ênfase é na parte técnica/tecnológica. É AJAX pra cá, webstandards pra lá, semântica pra não sei onde e CSS pra todo lado. É claro que isso tudo é importante pacas, não dá pra negar, mas tá longe de ser o principal.
Meu pai não sabe e nem quer saber se o site tem tabelas ou não. Pra minha mãe, AJAX não passa de um desinfetante. Mas sabe de uma coisa? Ambos acessam aplicativos 2.0. Esse é o ponto.
A principal revolução disso tudo é a interação do ser humano com o meio. Em outras palavras, a web 2.0 é nada além de internet pensada como o que realmente é: uma mídia com características próprias. Já estava na hora de parar de achar que web é uma adaptação da mídia impressa. Ufa!
Relevância e interatividade real
Lembra da internet em 96, 97? A gente clicava, via algo acontecer e chamava aquilo de interatividade. Na verdade, éramos meros espectadores de um show que estava só começando. Os sites eram folders digitais, cheios de informações corporativas que não interessavam a ninguém.
Mas a ficha caiu (ou está caindo…). A web 2.0 é a voz do internauta. Sou eu, você, sua prima, seu vizinho… todos produzindo algum tipo de conteúdo, dando opiniões, interagindo, encontrando pessoas que têm os mesmos interesses que nós.
Você, por exemplo, que veio parar neste blog e leu este texto até aqui, provavelmente sabe que AJAX não é só um desinfetante, certo? Ou será que é você, mãe… mãe?
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