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Não nego, não: sou um designer frustrado. Adoraria ter talento pra isso. Fazer coisas lindas, eficientes, funcionais, sedutoras… Mas enfim, como não sei fazer, admiro… e, eventualmente, dou palpite (nhé!).
Tudo isso pra dizer que voltei a tomar Coca Light unica e exclusivamente por causa da lata nova. Dá sede, a desgraçada. Linda.
PS.: Procurei uma foto da lata na web e não achei!
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Flash é uma ferramenta sensacional, capaz de proporcionar experiências ímpares. Exatamente por isso, fico puto com o seu mau uso. O problema é que, pra muita gente, não há vida além do flash. E convenhamos, muitas vezes ele não é a melhor opção. Vou citar aqui 3 casos de uso de flash, um ruim e dois ótimos, na minha opinião, claro ;-)
1) www.alistanegra.com.br
Definitivamente, uma má escolha. O site se presta a conscientizar eleitores quanto ao comportamento dos políticos. Portanto, seria desejável que mecanismos de busca o encontrassem facilmente, já que muitos eleitores podem estar em busca desse tipo de informação. Acontece que Google, Yahoo! e companhia acham HTML de forma muito mais eficiente. Um outro ponto é que posso querer mandar para alguém a página com informações de determinado larápio dos cofres públicos. Se a coisa fosse em HTML, eu poderia simplesmente enviar a URL da página. Em flash, tenho que mandar o endereço do site e meu amigo terá de navegar pra encontrar o que quer.
2) www.leoburnett.ca
Sensacional! O site da agência gringa se justifica pela experiência que proporciona ao usuário. A navegação é anárquica e é fácil “se perder” entre os itens, ok, mas um site de agência de publicidade pode se dar ao luxo de ser menos cartesiano. Acho a execução primorosa e a experiência sensacional. Foda!
3) http://www.jonathanyuen.com
Site genial do designer Jonathan Yuen. O cara propõe uma navegação linear, um pouco incomum na web (e completamente oposta à do site da Leo Burnett), mas muito bacana. Basicamente, ele conduz o usuário através de um enredo recheado de estímulos aos sentidos. Bonito pacas e muito eficiente. Aula de bom gosto.
Tags: design, experiência, flash, navegação
Todo estudo de usabilidade aponta a ilegibilidade do texto como um dos problemas mais graves em websites.
Entenda-se por ilegibilidade:
- Fontes minúsculas
- Fontes artísticas usadas em textos
- Grandes blocos de texto sem formatação adeqüada
- Linhas enoooooormes (tipo, acima de 70 caracteres)
- Pouco contraste entre o texto e o fundo da página
Vejam bem, amigos, não se trata da minha opinião. Há pessoas que estudam isso. Profissionais sérios que fazem testes com usuários reais pra constatar essas coisas.
Usabilidade serve para favorecer as pessoas para quem nós projetamos sites: os usuários.
Mas então, por que não ouvi-los? Por que simplesmente ignorar o tempo e o trabalho de alguém que estudou a fundo determinado assunto?
Ora, quer saber? Guardadas as devidas proporções (lá vem neguinho me chamar de xiita), agir dessa forma é o mesmo que desprezar algo comprovado, como sei lá… os benefícios de uma vacina ou um filtro solar.
Ora, colega, se você não concorda com algo, é justo que argumente e lute por suas idéias: estude, teste e prove o contrário. Mas, pelamordedeus, não ignore pura e simplemente.
A propósito, já tiveste caxumba, né, Camarão?
fontes usabilidadeTags: fontes, usabilidade
Talvez você conheça a piada, talvez não. Mas é provável que já tenha vivido o problema.
Imagine o seguinte:
Você se empenha ao máximo num projeto, pensa em tudo, queima seus preciosos neurônios em algo que realmente acredita… e, de repente, uma “força superior” (geralmente seu chefe ou seu cliente) vão lá e mudam tudo. Transformam sua obra-prima num Frankenstein.
E agora? Vais fazer o quê? Deixar isso acontecer? Pior é que vai. Vai, sim. Sorry, but ces’t la vie, my friend.
Acontece que, apesar de nos acharmos “donos” do projeto, ele, definitivamente (desculpe estragar seus sonhos, mas Papai-Noel não existe mesmo), não nos pertence. Nesses poucos, pero bons, anos aprendi a ter um certo desapego em relação às coisas que crio, executo, escrevo…
Não estou dizendo que devemos abrir mão de nossas opiniões, principalmente quando achamos que elas são relevantes e podem fazer a diferença. Isso nunca. Mas é importante saber ouvir os pontos do outro, considerar bem as opiniões de quem discorda e, mesmo estando contrariado, ter uma certa frieza pra avaliar quando vale a pena brigar e quando é sensato ceder e deixar estar.
- Um camelo é um cavalo que foi modificado pelo cliente.
- Hahahaha…
O problema é que, mesmo sendo feioso, tosco e desajeitado, dependendo da ocasião, o bicho de corcovas vale mais que o seu lindo puro-sangue.
clientes, desapego projetosDentre os websites que você usa diariamente e adora, tem algum que seja lindo?
Provavelmente não.
Isso te incomoda?
Provavelmente não.
Quantas vezes você voltou a um website simplesmente porque ele era bonito?
Eu arrisco: a menos que você seja um profissional da área, aposto que nunca.
Sabe por quê? Simplesmente porque, na real, usuário nenhum se importa com isso. Experimente fazer uma lista dos sites que você efetivamente usa e lhe são muito úteis. Me diga quantos deles são bonitos. Provavelmente nenhum.
Eis a minha lista (sem pensar muito): Google, Gmail, Del.icio.us, Flickr, Writely, No mínimo, Uol, YouTube, Orkut, Wasabi, Use it, Blue Bus, blogs diversos…
Nenhum deles pode ser considerado uma obra de arte, mas todos são bem relevantes pro que se propõe.
É isso. Relevância é a palavra. Na ordem de prioridades que definem o sucesso de um projeto online, arrisco um ranking:
- Relevância e qualidade do conteúdo;
- Usabilidade;
- SEO (otimização pra sistemas de busca);
- Agilidade de navegação (páginas leves, pelamordedeus);
- Estética.
O fato da estética estar em quinto lugar não significa que ela não seja importante ou que deva ser deixada de lado. Apenas não me agrada que ela prejudique os outros quesitos.
Que fique claro: Isto não é um manifesto em favor das interfaces feias. É apenas um alerta a respeito da obsessão que algumas pessoas têm pela beleza de uma aplicação em detrimento de sua funcionalidade e relevância.
Resumindo: design e conteúdo precisam jogar no mesmo time!
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O site inglês do novo Honda Civic é 100% em Flash, cheio de animações, vídeos, áudio e de tudo o que, às vezes, me acusam de ser contra.
Quer saber do que mais? Usabilidade (quase) perfeita, super leve (há que se considerar o público alvo, claro, que tem uma conexão melhor que a nossa), conteúdo altamente relevante, bonito pacas, eficiente ao extremo.
Um dos melhores que vi ultimamente. Uma aula de webdesign.
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Estava num bar conversando com um amigo que já me ensinou muita coisa nessa profissão. Discutíamos questões referentes a design e usabilidade. Falávamos de tendências e de nossas experiências com pessoas que projetam interfaces. Até que ele disse:
- Fico doido porque tem uns caras que não entendem… Designer tem que fazer sapato, não quadro!
- Explica melhor isso aí…
- É simples. O sapato… você usa! Ele tem que ser confortável, resistente, ter um solado que não escorregue e, além disso tudo, deve ser bonito também. Algumas vezes, o sapato é responsável pela impressão que se tem de uma pessoa. Já o quadro, tem que ser bonito, ter estilo, decorar. Mas as pessoas não precisam, necessariamente, entender o quadro. Sabe, adoro arte, o problema é que tem gente que acha que as pessoas gostam de calçar um quadro em cada pé e sair andando por aí.
Genial. Adorei.
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