Você sabe o que é taxonomia? Trata-se de dividir um assunto em categorias para facilitar sua compreensão. Um exemplo simples é dividir um site em itens que ficam disponíveis em um menu.
Digamos, por exemplo, que criemos um website para uma lanchonete imaginária. Nossa taxonomia poderia ficar da seguinte forma:

Esse sistema funciona quando é bem pensado e aplicado em sites pequenos voltados para a comunicação unilateral. Em outras palavras, um site de lanchonete falando com seu público.
Uma vez que tenhamos uma comunicação multilateral, a coisa pode complicar muito, pois há muitas pessoas no mesmo ambiente produzindo conteúdo que pode ser classificado de diversas formas.
Entra em campo a folksonomia (não adianta procurar no Aurélio). A palavra vem de folksonomy, corruptela de taxonomy acrescida do prefixo folks - gente em inglês. A idéia é que cada usuário, ao produzir seu conteúdo, atribua a ele categorias que o classifiquem. No jargão da web 2.0, essas categorias são chamadas de tags.
Uma das principais vantagens da Folksonomia é que pode-se atribuir várias tags a um mesmo conteúdo, aumentando as chances de que outro usuário encontre o que procura.
Pense num artigo sobre sanduíches. Usando a taxonomia, poderíamos incluir esse conteúdo na seção ARTIGOS > SANDUÍCHES. Usando a folksonomia, poderíamos atribuir ao mesmo artigo tags como:
sanduíche, hamburger, cheeseburger, x-burguer, “cheese tudo”, x-tudo, pão, ketchup, mostarda, maionese, gergelim, alface, fome, lanche, almoço, carne, queijo, beirute, rosbife, ovo, “pão com ovo”, hotdog, “cachorro quente”, happy-hour, madrugada
Como você pode perceber, incluí variações dos mesmos termos ( cheese burguer / x-burguer ) e tags relacionadas a palavras que estão no suposto artigo. Dessa forma, num painel de tags (há um na coluna da direita deste blog), usuários que clicarem em “pão com ovo” serão remetidos a todos os conteúdos que foram classificados com essa tag.
As vantagens desse sistema num ambiente colaborativo vão da abrangência de termos à facilidade de busca do conteúdo alheio. Outro benefício é que no meu artigo sobre sanduíches, posso ter usado um ou dois parágrafos para dar dicas para quem gosta de sanduíches mas se preocupa com a balança. Nesse caso, eu poderia também incluir tags como:
light, diet, dieta, regime, “sanduíche vegetariano”, “baixas calorias”
Dessa forma, estaríamos facilitando o acesso de pessoas que provavelmente não clicariam no item SANDUÍCHES do menu.
A folksomia não representa o fim da taxonomia. Mas seu caráter democrático e abrangente tem tudo a ver com uma nova forma de pensar a web de forma mais humana, útil, relevante e divertida. Bem-vindo à web 2.0.
Tags: Sem tags desta vez
1 comment
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Dezembro 31st, 2006 at 10:49 am
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