Um storyboard é uma ótima forma de se planejar e aprovar um roteiro de filme. Até porque um filme é aquilo mesmo. Se você tem um bom diretor e recursos suficientes, dificilmente o resultado vai decepcionar.

Com web é diferente. Aprovar qualquer peça interativa olhando para um stoyboard é quase sempre bem arriscado. O problema é que, depois de pronta, a coisa pode ficar bem diferente daquilo que o cliente imaginou vendo a apresentação.

O ideal é sempre produzir a peça de verdade, para que o cliente viva a experiência de usá-la. Mas aí entra uma outra questão: vamos produzir as peças sem saber se o cliente irá aprová-las? E se ele não gostar, jogamos nosso tempo no lixo?

Difícil essa. Creio que pouquíssimas agências/produtoras têm, hoje em dia, recursos pra ficar produzido peças no risco a toda hora. É inviável. Mas em alguns casos vale a pena. É sempre questão de se avaliar a situação considerando a complexidade da peça, o nível de entendimento do cliente, a importância do projeto, o prazo e os recursos disponíveis.

No caso da inviabilidade de se produzir, o jeito é mandar o storyboard mesmo, mas mesmo aí, valem alguns cuidados:

  1. Produza o storyboard passo a passo, com a maior riqueza de detalhes possível.
  2. Escreva um texto descrevendo tudo o que acontece durante a interação entre o usuário e a peça.
  3. Antes de mostrar ao cliente, apresente a peça a um leigo e veja se ele tem diiculdades para entender algo.
  4. Não confie no texto. Ligue (ou, se puder, vá ao vivo) para o cliente e explique outra vez.
  5. Pergunte ao cliente se ele tem alguma dúvida.
  6. Reze.

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