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Wireframes são uma parte fundamental na construção de qualquer site. Eles dão ao designer a dimensão do site, a hierarquia de importância de seus elementos e dizem o que acontece em cada situação. Além disso, dão ao cliente uma boa noção de como ficará o site depois de pronto. Ou seja, além de auxiliar a designers e clientes, o wire resguarda a ambos.

Pois bem… há várias formas de se fazer um wireframe. Sem querer entrar no certo ou errado, vou falar do jeito de que mais gosto.

Um wireframe deve, além de apresentar as telas, dar uma boa idéia da interatividade e da experiência que o usuário terá ao usar o site. Por isso, gosto dos interativos em vez de slides ou PDFs. De preferência em HTML e sem tabelas (tableless), de forma que, uma vez aprovado, o designer possa trabalhar em cima do wire, mexendo apenas no CSS pra layoutar o site.

Juntamente com os arquivos HTML, gosto de ter a árvore do site à mão pra ver o todo e poder me situar. Essa árvore pode ser, simplesmente um TXT com indicações de todos os níveis de navegação.

Outra coisa que ajuda muito é usar conteúdo real ao invés do famoso Lorem Ipsum. Conteúdo fictício é conveniente na hora do lay-out porque cada coisa “cabe” exatamente onde o designer quer. Claro. Ele é quem está decidindo o tamanho de tudo. O problema é que quase sempre, na hora de produzir o site, são necessárias mudanças e adaptações.

Essa é apenas a forma como eu vejo a coisa, mas trabalhar assim, pelo menos pra mim, é bem simples e ajuda pacas.

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Um storyboard é uma ótima forma de se planejar e aprovar um roteiro de filme. Até porque um filme é aquilo mesmo. Se você tem um bom diretor e recursos suficientes, dificilmente o resultado vai decepcionar.

Com web é diferente. Aprovar qualquer peça interativa olhando para um stoyboard é quase sempre bem arriscado. O problema é que, depois de pronta, a coisa pode ficar bem diferente daquilo que o cliente imaginou vendo a apresentação.

O ideal é sempre produzir a peça de verdade, para que o cliente viva a experiência de usá-la. Mas aí entra uma outra questão: vamos produzir as peças sem saber se o cliente irá aprová-las? E se ele não gostar, jogamos nosso tempo no lixo?

Difícil essa. Creio que pouquíssimas agências/produtoras têm, hoje em dia, recursos pra ficar produzido peças no risco a toda hora. É inviável. Mas em alguns casos vale a pena. É sempre questão de se avaliar a situação considerando a complexidade da peça, o nível de entendimento do cliente, a importância do projeto, o prazo e os recursos disponíveis.

No caso da inviabilidade de se produzir, o jeito é mandar o storyboard mesmo, mas mesmo aí, valem alguns cuidados:

  1. Produza o storyboard passo a passo, com a maior riqueza de detalhes possível.
  2. Escreva um texto descrevendo tudo o que acontece durante a interação entre o usuário e a peça.
  3. Antes de mostrar ao cliente, apresente a peça a um leigo e veja se ele tem diiculdades para entender algo.
  4. Não confie no texto. Ligue (ou, se puder, vá ao vivo) para o cliente e explique outra vez.
  5. Pergunte ao cliente se ele tem alguma dúvida.
  6. Reze.

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Na maioria das vezes em que vejo as pessoas falando de web 2.0 a ênfase é na parte técnica/tecnológica. É AJAX pra cá, webstandards pra lá, semântica pra não sei onde e CSS pra todo lado. É claro que isso tudo é importante pacas, não dá pra negar, mas tá longe de ser o principal.

Meu pai não sabe e nem quer saber se o site tem tabelas ou não. Pra minha mãe, AJAX não passa de um desinfetante. Mas sabe de uma coisa? Ambos acessam aplicativos 2.0. Esse é o ponto.

A principal revolução disso tudo é a interação do ser humano com o meio. Em outras palavras, a web 2.0 é nada além de internet pensada como o que realmente é: uma mídia com características próprias. Já estava na hora de parar de achar que web é uma adaptação da mídia impressa. Ufa!

Relevância e interatividade real

Lembra da internet em 96, 97? A gente clicava, via algo acontecer e chamava aquilo de interatividade. Na verdade, éramos meros espectadores de um show que estava só começando. Os sites eram folders digitais, cheios de informações corporativas que não interessavam a ninguém.

Mas a ficha caiu (ou está caindo…). A web 2.0 é a voz do internauta. Sou eu, você, sua prima, seu vizinho… todos produzindo algum tipo de conteúdo, dando opiniões, interagindo, encontrando pessoas que têm os mesmos interesses que nós.

Você, por exemplo, que veio parar neste blog e leu este texto até aqui, provavelmente sabe que AJAX não é só um desinfetante, certo? Ou será que é você, mãe… mãe?

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Primeiro post é realmente uma coisa bem estranha. Sabe Deus onde isso vai dar. Bom, agora tá valendo.

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Alô, alô… testando!

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